TrazendAtendimento Multidisciplinar ao Brasil afetado pela Zika

2017

Um grupo estudantes da Universidade Potiguar (UnP), no estado do Rio Grande do Norte, no Brasil, foi um dos primeiros a responder aos efeitos da Zika na área, e seus esforços estão ajudando famílias próximas e distantes. Quando Zika chegou ao Brasil, no início de 2015, ninguém sabia quais seriam seus efeitos. Rapidamente, tornou-se evidente que um dos resultados mais chocantes foi um aumento nos casos de microcefalia, um defeito de nascimento que causa danos neurológicos, em bebês nascidos de mulheres grávidas afetadas por Zika.

Estudantes de diferentes cursos e disciplinas da UnP foram sensibilizados pela crise da saúde pública no estado e procuraram a sua instituição para lançarem uma iniciativa especial para ajudar famílias com filhos nascidos com microcefalia. Juntamente com três professores da escola de Ciências da Saúde da UnP, a iniciativa foi integrada na clínica já existente no campus da instituição, em 2016. Eles começaram a atender famílias e seus filhos, proporcionando acesso a serviços em várias disciplinas, abordando os desafios que acompanham o nascimento de uma criança com microcefalia.

“Saber que pudemos ter a visão e começar a ajudar as pessoas, enquanto respondemos a uma grande crise no nosso país, é um sonho virando realidade”, disse Everardo de Lucena Alves Neto, estudante de odontologia da UnP. O projeto já ganhou o apoio dos secretários de saúde municipais e estaduais no Rio Grande do Norte, e os pacientes vêm de todo o estado para receber cuidados para seus filhos. Eles já completaram mais de 600 consultas através da iniciativa.

A microcefalia causada por Zika não possui números conhecidos, e os serviços que o projeto pode fornecer às famílias aliviam o fardo emocional e financeiro de lidar com a incerteza provocada pela condição. Em um mesmo local, as famílias podem acessar serviços de fisioterapia, fonoaudiologia, enfermagem, nutrição, odontologia, psicologia e trabalho social.

“Queremos que nossos estudantes saibam que podem ser empreendedores sociais no Brasil e ajudar a transformar vidas, levando mudanças para as comunidades”, disse Maísa Suares Teixeira, Coordenadora do Centro de Saúde da UnP. Com a iniciativa, parece que os estudantes estão aprendendo a fazer exatamente isso.