Mudando O Jogo Para Pessoas Com Deficiência

2017

Uma equipe de estudantes e professores do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) acredita que as novas tecnologias têm o potencial de preparar as pessoas com deficiência para situações da vida real. Uma equipe de estudantes do curso de jogos digitais da UniRitter, liderada pelos professores Isabel Cristina Siqueira da Silva e Luan Carlos Nesi, fez parceria com uma escola local de educação especial para construir um ambiente virtual “gamizado”, emparelhado com tecnologias interativas, que permitem que jovens participantes aprendam e melhorem de forma lúdica suas habilidades do dia a dia, fazendo tarefas comuns.

“Os adolescentes com múltiplas desvantagens geralmente experimentam risco e vulnerabilidade social”, disse Siqueira da Silva. “Essas tecnologias ajudam a promover o acesso e a inclusão”.

O jogo desenvolvido pelos estudantes é dividido nos espaços físicos na vida diária de uma pessoa, incluindo uma cozinha, sala de estar, banheiro e quarto. Em seguida, simula tarefas como colocar sapatos, cozinhar uma refeição, varrer a casa, escovar os dentes e usar o telefone. À medida que os participantes se movem pelos espaços e completam as tarefas, os estudantes de terapia ocupacional da universidade podem aconselhá-los e criar planos de tratamento com base nas tarefas com dificuldades.

A escola onde a tecnologia foi instalada tem mais de 400 estudantes e o potencial para ser usada por pessoas com deficiências leves, moderadas e graves. Como este método interativo de aprendizagem foi testado e implementado, a resposta foi extremamente positiva. De maneira divertida, inclusiva e simples, o grupo da UniRitter está fazendo uso da tecnologia para mudar o jogo para pessoas com deficiência.