Na Universidade Anhembi Morumbi, Uma História Poderosa e um Compromisso com a Inclusão

April 3, 2017 - 3 minute read

A família de Guilherme Campos nunca pensou que ele iria para a faculdade. Guilherme, de 23 anos, tem Síndrome de Down e, durante boa parte de sua vida, teve dificuldades nas escolas tradicionais. Sua família imaginava que uma educação universitária estava fora de questão. Mas há mais de dois anos, sua mãe descobriu que Guilherme se matriculou no curso de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi (UAM) sem contar para ninguém. Como ele se preparava para fazer o vestibular, ela se perguntou se um curso deste tipo poderia ser adequado para seu filho.

Guilherme passou no vestibular e, nos últimos dois anos, estudou gastronomia na UAM. Ele foi o primeiro aluno da instituição com síndrome de Down a se matricular e formar em um curso de Gastronomia. Durante seu tempo na instituição, ele perseverou e, apesar dos muitos desafios, teve auxílio de muitos professores e colegas. A princípio, sua mãe frequentava as aulas com ele, mas logo ela descobriu que isso não seria necessário, e Guilherme lidou com seus estudos sozinho.

Na UAM, ajudar a comunidade e os grupos minoritários não é uma nova iniciativa. A instituição dá especial ênfase à inclusão e aos serviços que beneficiam seus alunos e a comunidade.

“A Universidade Anhembi Morumbi está muito ligada à nossa sociedade e apoia as necessidades das comunidades”, disse Cristiane Alperstedt, diretora de Qualidade Acadêmica e Regulamentação da UAM. “No Brasil, 24% da população tem algum tipo de deficiência, por isso devemos ser inclusivos e estar atentos às suas necessidades em tudo o que fazemos”.

No ano passado, a UAM prestou mais de 2.500 serviços psicológicos aos estudantes e seus pais, e o número de estudantes com deficiência que frequentam a instituição tem aumentado constantemente, e a UAM integrou medidas de inclusão e diversidade em todos os seus departamentos.

“Nossa abordagem na UAM em relação à inclusão e a servir pessoas com deficiência é muito singular, e isso nos deixa muito orgulhosos”, disse Alperstedt.

Quanto a Guilherme, após sua formatura na UAM, ele começou a procurar trabalho, e estava animado para aplicar tudo o que tinha aprendido ao longo dos últimos dois anos. Sua iniciativa e dedicação está valendo a pena, e ele vai começar a trabalhar na divisão de padaria de um restaurante local em São Paulo. Enquanto se prepara todos os dias para ir à padaria para fazer o trabalho que ele ama, ele provavelmente se lembra de todas as etapas que o levaram até aqui, grato pelas muitas oportunidades e desafios que ele já vivenciou.

Para saber mais sobre o trabalho de responsabilidade social e inclusão da UAM, entre em contato com Cristiane Alperstedt  (calperstedt@anhembi.br).